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quinta-feira, novembro 22, 2007

[Séries] Karma é uma coisa engraçada.


No último final de semana aluguei o primeiro cd, da primeira temporada da série "My name is Earl" e recomendo.




Trata-se da história de Earl Hickey, um desempregado que vive de pequenos furtos interpretado por Jason Lee (o "nerd" de Barrados no Shopping), que após ganhar US$100 000 na loteria, perde o bilhete ao ser atropelado por um carro. No hospital, Earl vê um programa do apresentador de televisão Carson Daly em que o tema era karma. Com o objetivo de mudar sua vida, Earl decide fazer uma lista contendo todas as coisas ruins que já fez em sua vida até aquele ponto e "repará-las", uma por uma. Assim, Earl acredita que seu karma será também reparado e coisas ruins irão parar de acontecer a ele. Enquanto faz o primeiro item da lista, que é limpar lixo da rua, Earl acha o seu bilhete premiado. Karma é o tema principal da trama, e seu efeito em Earl e nos outros personagens são bem evidentes.

Além da mensagem, "faça o bem e receba o bem" a série é muito bem feita, com situações que vão desde a comédia pastelão até o humor mais refinado. E é cheio de personagens carismáticos como "Crabman" e o irmão de Earl "Randy".

E para os marmanjos que ainda procuram um bom motivo para assistir, eu mostro a abaixo dois deles.


segunda-feira, julho 30, 2007

[DVD] Hollywoodland


Como um mito destrói um homem?


Desde que ouvi falar em "Hollywoodland" me bateu uma grande curiosidade, afinal o filme trata de um dos episódios mais misteriosos da industria do entretenimento americano, o suícidio de George Reeves, o Superman do seriado da década da 50. O meu pé atrás com o dito era de que o famigerado Ben Affleck faria o papel de Reeves, fazendo com que todas as minhas esperanças com relação ao filme fossem diluídas em acído sulfúrico (quem viu Demolidor sabe do que eu estou falando.) então deixei de lado e segui a minha vida.


Por um acaso do destino pude conferir o filme no último final de semana e digo a vocês (os dois leitores que acessam o meu blog.) o filme é muito bom. Até mesmo Ben Affleck está bem na tela como um amargurado George Reeves, que em certo ponto da vida aceita até mesmo participar de lutas ensaiadas para ganhar um troco.


O filme começa com a morte de Reeves traçando várias versões para o ocorrido até mesmo um possível assasinato. O investigador Luis Simo (Adrien Brody) contratado pela mãe do morto pois a mesma não acreditava que o filho pudesse se matar, começa a fuçar o lixo dos poderosos e vai descobrindo que tudo pode ter sido uma armação.


Mais do que um filme noir de ivestigação "Hollywoodland" mostra um retrato fiel da época e é muito bem dirigido pelo estreante Allen Coulter, fazendo uma trama envolvente e bem orquestrada. Ainda contando com um elenco de peso como Bob Hoskins, Diane Lane (linda aos 50 e tantos!!!) e Robin Tunney.


No Brasil o filme ganhou o irrelevante subtítulo "Nos bastidores da fama" que já deve ter sido usado mais de mil vezes. Eu queria ter um emprego destes.

No final ainda restam as dúvidas sobre o que realmente matou o Super-homem do seriado, mas com certeza não foi a kriptonita.

terça-feira, maio 08, 2007

[DVD] A Fonte da vida

Um belo filme sensível e ao mesmo tempo arrebatador, levanta questões muito interessantes sobre vida e morte. Do diretor de "Requiem para um sonho" e "Pi" com o Wolverine (Hugh Jackman) e Rachel Weisz que está linda diga-se de passagem.

É claro que por se passar em três periodos de tempo diferentes não se trata de um filme para poucos, muitos vão chiar pelas sequências mais contemplativas, mas quem conseguir captar a mensagem vai terminar de assistir com a alma renovada.
Vale cada centavo da locação.

quarta-feira, julho 12, 2006

Fausto - A Obra-Prima de Murnau



Bom em primeiro lugar quero deixar claro que sou contra a pirataria de Cd´s e Dvd´s mas também sou contra os preços abusivos cobrados por certas lojas.

Existem filmes que são de domínio público portanto deviam custar mais barato. Acredito que uma cópia feita para uso próprio e não para a venda, não acarrete nenhum problema para a distribuidora.

É o caso de "Fausto" de F.W. Murnau. Com sua estréia em 1926 "Faust" consolidou a carreira do diretor Friedrich Wilhelm Murnau, que já havia concebido as obras primas do expressionismo alemão "Nosferatu" (1922) e "A Última Gargalhada" Der Letzte Mann (1924).



Ao contrário dos críticos a minha opinião é que Fausto é a grande "obra" de Murnau , com uma narrativa complexa a história do amargurado Dr. Fausto, retirada do romance de Goethe, é transposta com maestria para a tela (eu ainda não li o livro, mas um amigo de confiança me garantiu a veracidade dos fatos.) mas mesmo que não fosse fiel ao livro "Fausto" é uma película indispensável para os amantes do cinema.
A história começa com uma aposta entre Mephistófeles (Emil Janings) e um anjo pela alma de Fausto. O Demônio propõe que a terra seja dada a ele caso consiga corromper a bondosa figura do Dr.
Usando de vários artíficios malignos Mephisto consegue que o Dr. assine o contrato renegando a Deus alcançando assim o seu propósito. A cena em que o contrato surge nas mãos do Demônio é espetacular. (para a época, mas mesmo assim tem um grande impacto.)
Fausto então segue a sua jornada ao lado de Mephistófeles gozando dos prazeres da vida, Poder, Dinheiro, Ostentação. O bom Dr. não resiste as tentações e se deixa levar pela lábia do Demônio.
É interessante como esta é a única adaptação literal da obra de Goethe, creio que até hoje não tenha surgido um diretor com a sutileza de Murnau para fazer um remake, até porque a história não é exatamente o que pode se chamar de "politicamente correta" e hollywood com certeza tem suas limitações.
A respeito do primeiro paragráfo. É claro que eu possuo uma cópia deste filme, mas não dou e não vendo, posso até emprestar.