quinta-feira, julho 27, 2006

Mais desenhos... Um Vício. Parte 2

Como todo desenhista eu já me aventurei na pintura, este trabalho abaixo foi feito na época em que eu frequentava a Sociedade Brasileira de Belas Artes, na Rua do Lavradio no centro do Rio.
Não sei se o curso ainda existe mas o meu professor, o português "Viçoso Freire" já não esta mais entre nós. Portanto muito dos conhecimentos que ele passou e que ainda tinha para passar, ficaram com ele.



Não ficou ruim, mas se o fissesse hoje eu tomaria um rumo diferente.
Este já foi feito no computador (a pintura é claro) 1999 capa do relançamento da "Escribas do Inferno" sei que devo um tópico sobre a revista, mas ainda vou ficar devendo. Esta revista nunca foi lançada o que é uma pena pois tinham histórias bem bacanas.

sexta-feira, julho 21, 2006

Art Comics - Eu também já tentei...

1996 foi uma época interessante. Eu fazia um curso de quadrinhos no Largo do Machado (conto mais sobre o mesmo em outro post.) e constantemente comprava quadrinhos importados nas Lojas "Cia dos Quadrinhos" no Flamengo e "Cult Comics" em Botafogo. Esta útima promoveu um concurso de quadrinhos. O ganhador além de tirar uma foto com o "astro" do momento Mike Deodato teria um acompanhamento da "ART Comics" que na época era o estúdio que agenciava artistas para o mercado de quadrinhos americano.


Eu sempre tive o sonho de ganhar dinheiro desenhando quadrinhos seja aqui no Brasil ou nos States. Então coloquei todo o meu talento (que na época não era muito.) nestas páginas que estou mostrando acima e a seguir. Foi uma história curta só privilegiando as cenas de ação e o roteiro já era pré estabelecido pela loja.

O mais interessante era que duas pessoas que eu tinha quase certeza de que iriam ganhar participavam do tal concurso. Uma era meu professor e hoje grande amigo e outra era um aluno do curso, que hoje também é um dos meus grandes amigos.

Por alguma convergência astral eu acabei ganhando o dito. Não exatamente pela minha arte ser melhor do que a dos outros participantes, acho que ela estava mais digamos nos "padrões" da época.

A foto na Wizard ao lado do Deodato realmente saiu. Mas o acompanhamento necas! Depois de um bom tempo mandei uma carta para a ART Comics relatando o meu drama, mas só recebi de volta uma carta padrão (xerocada onde tudo era digitado a máquina e só havia uma assinatura no final.) dizendo que eu devia copiar o Madureira o Jim Lee e outros desenhistas que eram os Bam bam bans do momento.

Cheguei a tentar novamente umas duas vezes mais sempre a mesma coisa, copie isso, copie aquilo até que fiquei sem saco e fui cuidar de outras coisas. Claro que eu gostaria de ganhar de 100 a 200 dólares por página e passar o dia inteiro desenhando, mas o dito "mercado americano" não é tão maravilhoso como dizem. A não ser que se tenha um contrato de exclusividade ou um bom padrinho.

Para que não acredita abaixo a minha ridícula foto na extinta Wizard nº 07 da editora Globo



quarta-feira, julho 19, 2006

Super-Homem - O Retorno do Herói

Depois de muitas especulações estreiou nesta sexta dia 14/07 o filme "Superman - Returns".



Já li muitas críticas e as opiniões parecem divididas. A maioria das críticas negativas acham que o filme é focado demais no relacionamento em Lois Lane (Kate Bosworth) e Super-Homem(Brandon Routh) outros acham que deveria haver um vilão mais "fisico" que pudesse render algumas boas cenas de luta com o Super e muitos outros reclamam da atuação de Brandon Routh e que seu rosto ficou muito digamos "digital" demais.

Bom vou tentar expressar minha opinião sincera.


Superman - Returns é um bom filme. Só foi feito em uma época errada.


Em uma época de X-men 3 - O Confronto Final, Piratas do Caribe - O Baú da Morte o diretor Bryan Singer nos traz a história de um heroi perdido em um mundo que antes dependia dele. A grande pergunta do filme é a seguinte: O mundo de hoje precisa de um Super-Homem? Analisando mais profundamente: As mentes de hoje precisam de um filme do Super-Homem?

Superman - O Retorno não é um filme de ação, é um filme humano, aliás de um Super-Humano com o coração mortal, alguém que pode ouvir todas as vozes do mundo pedindo por ajuda e pode fazer alguma coisa.
Bryan Singer pegou o que havia de mítico nas Hqs do Super e colocou na tela, seu altruísmo, sua inocência fora de época e sua bondade sem limites. Muitos gostariam de ver Kal-El na tela grande espancando Darkseid ou Brainiac (para ser sincero eu também tenho esta curiosidade) mas o diretor acertou em fazer um filme mostrando o lado icônico do herói. Lutas homéricas seriam previsíveis e provavelmente iriam se disvirtuar da mensagem que o diretor (acredito eu.) quis passar com o filme.



É claro que todos perguntam e para que gastar 260 milhões de dólares? É certo de que parte desta quantia foi gasta na pré-produção, quando ainda não havia elenco e diretor fixos. Mas vendo o filme dá para notar onde foi empregado o dinheiro, cenas belissímas como a do Super "recobrando" a energia e salvando o avião, são perfeitas e mostram toda a grandeza do herói. As novas técnicas empregadas por Singer são espetaculares e dão o clima grandioso que o filme precisa.



Não me entendam mal o filme não é perfeito mas é fiel ao personagem como poucos.
Nos tempos de hoje com o público cada vez mais acostumado com os filmes estilo-vídeo-clipe "Superman - O Retorno" talvez pareça datado, piegas ou retrô. Mas arrisco dizer que esta era a intenção do diretor, mostrar as dúvidas do personagem e sua volta para um mundo diferente, mais duro e mais sombrio.
Me faz lembrar uma grande Hq "O Reino do Amanhã" no qual o super desiste da humanidade pois ela preferia o herói que matava ao que não matava, colocando em dúvida as ações do herói em um mundo em que não era aceito pois era "ultrapassado".




A massa (público) de hoje faz parecido, os chamados anti-heróis estão em alta, matam, xingam, traem, mas são bacanas, salvam o dia e ainda traçam a mocinha no final do filme. Não que eu despreze o gênero o Lobo da DC é um dos meus personagens prediletos e ele mata um planeta inteiro. Mas para a garotada o importante é ver o Fanático dando uma surra no Wolverine ou o Homem-Aranha se engalfinhando com o Dr. Octupus.



Superman - O Retorno é um filme saudosista que fala sobre solidão, bondade e superação. Não é um filme para o grande público, é um filme feito por um fâ para os fâs dos verdadeiros ideais do herói, é claro que o roteiro tem suas falhas. (Como toda aquela parte do Hospital que ficou sem sentido e a falta de explicações sobre como ele voltou a terra.) Mas os dois primeiros filmes também tinham e mesmo assim não perdem seu brilho.

O Lado negativo (todos os filmes têm.) como citei acima são algumas falhas de roteiro, como o plano de Luthor que hoje parece meio bobo, mas que ao mesmo tempo faz uma alusão ao primeiro filme, assim como a namorada fútil do mesmo. E o chamado "coma" que o Homem de Aço enfrenta, que ficou extremamente esquisito, o governo dos Estados Unidos nunca deixariam levar o Super-Homem para um hospital comum.



Mas para mim o saldo final foi positivo, Singer mostrou mais uma vez que sabe fazer um filme de heróis sem se render a velhas fórmulas. O maior problema é que o grande público ainda não aceita os bons e velhos heróis. Pode não ser "rentável" como o estúdio esperava (pelo que sei até o momento, ainda não ultrapassou os 200 milhões de dólares que eram esperados.) mas daqui a alguns anos arrisco dizer que vai ser tornar "cult" e ficar imortalizado como um dos mais belos filmes de heróis já feitos.

Quem sabe se o filme fosse feito em 1978 a resposta do público teria sido melhor. Meus amigos me perguntam porque gostei do filme se a maioria não gostou. Enfim, foi fiel ao que se propôs a ser é claro que não se pode agradar a todos.

Mas isso só o tempo dirá.

No meu caso.


Apesar de tudo eu saí do cinema acreditando que um homem pode voar.

terça-feira, julho 18, 2006

Mais desenhos... Um Vício. Parte 1

Este foi um dos primeiros desenhos que pintei no photoshop foi meio que nas coxas mas fui dando uma melhorada aos poucos acho que o resultado final ficou satisfatório.


Este desenho é de 2003. Foi feito para o Rpg Rebelião - Ascensão e Queda. Usei uma referência daquelas revistas Marie Claire quem iria acreditar que daria nisso. :)

Semana que vem tem mais desenhos por hoje é só.

segunda-feira, julho 17, 2006

Desenhos de um passado esquecido.

Eu sou um aficionado por filmes antigos de terror, principalmente os da década de 30 e 40 de vez em quando tento fazer algumas "atualizações" dos meus filmes favoritos. Esta abaixo é uma dessas tentativas, para mim ainda não esta bom, mas eu vou tentando.





Mais desenhos. Este foi uma idéia de capa para a revista "Escribas do Inferno" falo mais sobre ela em um post mais detalhado, a revista acabou não vingando mas acho que o desenho ficou legal.



Putz!!! Este é velho. 1996. Feito para o Rpg "Rebelião - Ascensão e Queda". Notem que ainda restam alguns traços do estilo "image" de ser, estou tentando me desvencilhar desta praga aos poucos, mas confesso que na época era legal, coisas de nerd adolescente.



Em breve mais desenhos desta vez alguma coisa mais atual pois estes são "muito" antigos.

quarta-feira, julho 12, 2006

Fausto - A Obra-Prima de Murnau



Bom em primeiro lugar quero deixar claro que sou contra a pirataria de Cd´s e Dvd´s mas também sou contra os preços abusivos cobrados por certas lojas.

Existem filmes que são de domínio público portanto deviam custar mais barato. Acredito que uma cópia feita para uso próprio e não para a venda, não acarrete nenhum problema para a distribuidora.

É o caso de "Fausto" de F.W. Murnau. Com sua estréia em 1926 "Faust" consolidou a carreira do diretor Friedrich Wilhelm Murnau, que já havia concebido as obras primas do expressionismo alemão "Nosferatu" (1922) e "A Última Gargalhada" Der Letzte Mann (1924).



Ao contrário dos críticos a minha opinião é que Fausto é a grande "obra" de Murnau , com uma narrativa complexa a história do amargurado Dr. Fausto, retirada do romance de Goethe, é transposta com maestria para a tela (eu ainda não li o livro, mas um amigo de confiança me garantiu a veracidade dos fatos.) mas mesmo que não fosse fiel ao livro "Fausto" é uma película indispensável para os amantes do cinema.
A história começa com uma aposta entre Mephistófeles (Emil Janings) e um anjo pela alma de Fausto. O Demônio propõe que a terra seja dada a ele caso consiga corromper a bondosa figura do Dr.
Usando de vários artíficios malignos Mephisto consegue que o Dr. assine o contrato renegando a Deus alcançando assim o seu propósito. A cena em que o contrato surge nas mãos do Demônio é espetacular. (para a época, mas mesmo assim tem um grande impacto.)
Fausto então segue a sua jornada ao lado de Mephistófeles gozando dos prazeres da vida, Poder, Dinheiro, Ostentação. O bom Dr. não resiste as tentações e se deixa levar pela lábia do Demônio.
É interessante como esta é a única adaptação literal da obra de Goethe, creio que até hoje não tenha surgido um diretor com a sutileza de Murnau para fazer um remake, até porque a história não é exatamente o que pode se chamar de "politicamente correta" e hollywood com certeza tem suas limitações.
A respeito do primeiro paragráfo. É claro que eu possuo uma cópia deste filme, mas não dou e não vendo, posso até emprestar.

terça-feira, julho 11, 2006

Maytréia em Pré Venda.


O Livro de Rpg "Maytréia" já esta em pré venda no site da Daemon. Eu particurlarmente estou muito orgulhoso, pois em um período curto de tempo (mais ou menos três anos.) conseguimos migrar da internet, onde o livro estava sendo distribuido gratuitamente, para as prateleiras das livrarias.

A Capa e todas as ilustrações do livro são minhas o Texto é de Danilo Faria e Renato Simões. Como disse antes Maytréia é um jogo onde vc é um iniciado, que consegue perceber que a realidade a sua volta não é exatamente o que parece, sua missão é preparar o mundo para a chegada de Maytréia que é um ser que vai retirar o véu que separa a realidade da ilusão dos olhos da humanidade.

O Sentido Bíblico do livro é muito forte, pois o Maytréia pode ser comparado a divindades como Jesus Cristo ou Buda, fazendo do jogo uma peça única creio que muitos vão gostar. É claro que existem os que acham que Maytréia representa o anti-cristo, mas isso é intriga da oposição. :)

Saiba mais sobre o Jogo Maytréia no site do Universo Germinante.

Se quiser comprar o Livro Visite o Site da Daemon.

quarta-feira, junho 21, 2006

Ilustrações para RPG

Esta figuras fazem parte do Rpg Maytréia, um projeto que finalmente vai ser lançado pela editora Daemon no próximo EIRPG (Exposição internacional de RPG) que vai ocorrer em São Paulo a apartir do dia 01 de Julho.



Todas as ilustrações do livro são minhas inclusive a capa. Maytreia para quem não sabe é um ser que conseguiu atingir os três planos da existência: O Fisico, O Mental e o Espiritual. Seria o equivalente a Jesus Cristo ou Buda.




Se vc quiser saber mais sobre o jogo Maytréia visite o site do Universo Germinante lá vc também vai encontrar o Jogo Rebelião - Ascensão e Queda o qual também participei com algumas ilustrações.



Aqui vc encontra o link para o site da Daemon onde o Rpg esta em pré-venda.

sexta-feira, junho 09, 2006

Fazendo Histórias em quadrinhos.

Fazer uma história em quadrinhos é mais complicado do que a maioria das pessoas pensa. Primeiro precisamos da idéia, depois de um bom roteiro que faça a sua idéia parecer interessante, depois fica a cargo do desenhista (e em algumas situações o próprio roteirista.) transformar o que foi escrito em quadrinhos.
Abaixo duas páginas de "Os Combatentes" que vc encontra completa no site do "Universo Germinante".



E um exemplo mais específico de como é o processo, vou pegar de exemplo a página 02. Anteriormente a cena que se passava era esta:

Que por motivos estéticos resolvi substituir por esta:

Creio que no final das contas o entendimento da história não foi afetado, mas acho a cena de baixo mais dramática, sei lá. Vou tentar postar sempre alguma coisa relativa ao processo criativo, desde o roteiro até a finalização, espero que alguém goste e sirva para alguma coisa.

segunda-feira, maio 15, 2006

Quem sou e como vim a ser - Parte 1

Até hoje não sei exatamente o que me motivou a ler quadrinhos, não sei se foram as cores ou os personagens fáceis de assimilar, como nos desenhos animados de sábado pela manhã, ou simplesmente um acaso do destino.
Meus pais nunca foram grandes intelectuais, mas se esforçavam para dar aos filhos a melhor educação possível e isso na minha opinião é o que conta mais pontos, meu pai lia o seu jornal de sempre, dando mais ênfase aos gols da rodada e quem comprou quem para tal time, ou quem matou quem na favela tal, enquanto minha mãe se encantava com contos de Julia, Claudia enfim aqueles livrinhos de romance com nomes de mulher que apareciam na banca semanalmente, e que até hoje ainda existem, o que mostra que ainda existem mulheres que se interessam por estas histórias com final feliz, príncipe encantado e coisa e tal...
Tudo bem que depois de um certo tempo ela trocou estes livrinhos por um outro de capa preta, onde diz que todos nós somos pecadores, mas que podemos ser salvos se seguirmos as instruções deixadas por um sujeito que se vestia de branco, transformava água em vinho, e andava sobre as águas, mas isso é uma história para outro post.
Quando comecei a ler sofria de uma carência de assunto, explico, gostava de ler mas não encontrava assuntos sobre o qual eu gostasse de ler, os meus preferidos eram livros de história onde eu podia ver guerras sendo travadas, grandes personagens que deixaram sua marca no mundo, mas isto era pouco, eu queria algo mais, mas não sabia o quê, foi quando me deparei com um exemplar de "Os Inventores" era uma série da editora Abril que trazia variadas histórias do estudio do Walt Disney a cada dois ou três meses (não lembro exatamente a peridiocidade...) estava nas bancas um "Os" alguma coisa, quando comecei a ler fiquei extasiado com as histórias os desenhos mais principalmente com a possibilidade de me trasportar para aquele mundo de aventuras.
E o que era melhor, cabia certinho dentro do livro de matemática, fazendo com que minha carreira como quimico, fisico ou contabilista fosse para as cucuias.
Daí o vício ficou cada vez maior, logo pulei para "Turma da Mônica" (Sim, eu lia!!!) trocava as revistas já lidas com um primo de segundo grau que morava em outra rua, mas eu sentia que precisava de coisa mais "pesada" as histórias de Cebolinha e Cia já não me surpreendiam tanto, queria incoscientemente expandir meus horizontes.
Foi então que numa destas "trocas" de revistas, que meu primo sem as ditas para a troca, me ofereceu uma das revistas do seu irmão mais velho. Eu a princípio fiquei meio cabreiro, era uma revista grande fora do formato tradicional (formatinho na época.) e em preto e branco. Seu título era "A "Espada Selvagem de Conan" e logo abaixo no rodapé da capa vinha o subtítulo "Os Espectros do Castelo Rubro" meio acabrunhado levei a revista para casa, minha irmã não gostou muito pois haviam revistas dela no meio da troca, mas enfim.